quarta-feira, 4 de março de 2015

A Caminho de Romaria - Santuário de Nossa Senhora da Abadia - Fé, Devoção e a Presença de Deus - Cachoeira do Britador - Blowin' In The Wind







A caminho de Romaria para encontrar a Mãe Gloriosa, Nossa Senhora da Abadia, em sua casa, em seu Santuário,  em momento de fé e devoção, além de muita oração!!! Vem comigo!!!




A fé remove montanhas para quem a tem em grande intensidade. Para isso, antes é preciso subir até a montanha e se encontrar com Deus.


Além de crer em Deus, é preciso assumir a vida com Deus. Temos que ser transparentes e verdadeiros. Temos que praticar o bem. Enxergar o próximo e sermos solidários. A fé nasce em cada um de nós individualmente, mas ganha força na coletividade, porque se propaga através do amor ao próximo.


E, por falar em fé, vou falar sobre o Santuário de Nossa Senhora da Abadia, em Romaria, também conhecida por Água Suja, uma "estação da fé" do povo católico da região e de grande parte do país, como bem apontou o Padre Márcio Ruback, atual reitor do Santuário, na 1ª edição da Revista "A Voz do Santuário".




Muitos devotos de Nossa Senhora da Abadia vão para lá a pé, cruzando estradas, ou, quando lá chegam, pagam promessas, subindo de joelhos a escadaria da igreja com seus 53 degraus até chegarem em frente da bela imagem da Santíssima Mãe.


A fé nos garante ser possível transfigurar a vida de quem foi despojado de sua dignidade, conforme ressaltado no Semanário Litúrgico-Catequético (Ritos Iniciais) da Missa do 2º Domingo da Quaresma (01/03/2015).


A Transfiguração de Jesus é um episódio do Novo Testamento no qual Jesus é transfigurado ("metamorfoseado") e se torna "radiante" no alto de uma montanha.


 Os evangelhos sinóticos (Mateus 17:1-9, Marcos 9:2-8 e Lucas 9:28-36) e uma epístola (II Pedro 1:16-18) fazem referência ao evento . Nestes relatos, Jesus e três de seus apóstolos vão para uma montanha (conhecida como Monte da Transfiguração). Lá, Jesus começa a brilhar e os profetas Moisés e Elias aparecem ao seu lado, conversando com ele. Jesus é então chamado de "Filho" por uma voz no céu - presumivelmente Deus Pai - como já ocorrera antes no seu batismo. A Transfiguração é um dos milagres de Jesus nos evangelhos, diferente dos demais, pois, neste caso, o objeto do milagre é o próprio Jesus. 

Tomás de Aquino considerava a Transfiguração como o "maior dos milagres", uma vez que ela complementou o batismo e mostrou a perfeição da vida no céu .

A Transfiguração é também um dos cinco grandes marcos da vida de Jesus na narrativa dos evangelhos (os outros são o batismo, a crucificação, a ressurreição e a ascensão).



Na doutrina cristã, o fato de a Transfiguração ter ocorrido no alto de uma montanha representa o ponto onde a natureza humana se encontra com Deus: o encontro do temporal com o eterno, com o próprio Jesus fazendo o papel de ponte entre o céu e a terra .



Como bem abordou este tema, Padre Pauilo Bazaglia, disse que:

"A transfiguração de Jesus é a antecipação do corpo glorificado pelo Pai, que ressuscitará o Filho e deixará aberto para todos o caminho da ressurreição. (...) A transfiguração de Jesus é um acontecimento novo, no qual Deus não mais se revela por meio de mandamentos ou leis. Jesus é, ele mesmo, a revelação perfeita de Deus. Seu corpo radiante, portanto, é a própria revelação da glória de Deus. Revelação acompanhada pela nuvem, que representa a presença de Deus, a proteger com sua sombra. E a voz divina, vinda da nuvem, faz a grande revelação: 'Este é o meu Filho amado. Escutem-no!' O Pai se revela no Filho. Escutar o Filho é de algum modo entrar no mistério de Deus, receber sua luz, ouvir sua palavra, continuando em nossa vida as ações de Jesus. A antecipação da glória futura é como uma injeção de ânimo para nós, que por vezes nos cansamos, procurando fazer o bem, mas acabando sofrendo o mal. A luz de Deus transforma, ilumina nosso caminho, leva-nos a trabalhar para que corpos sofredores e maltratados sejam hoje transfigurados em corpos dignos ...".


Deus nos põe constantemente à prova, tal como pôs Abraão, ao determinar que ele sacrificasse a vida do próprio filho, filho único, a quem tanto amava. Abraão, por temer a Deus, quando está prestes a cumprir aquela determinação, foi impedido por um anjo do Senhor que gritou do céu dizendo: "Não estendas a mão contra teu filho e não lhe faças nenhum mal! Agora sei que temes a Deus, pois não me recusaste teu filho único".  E, por não ter recusado ao Senhor, Deus o abençou, bem como os seus descendentes (Gn 22, 1-2.9a 10-13. 15-18).


Por estas razões, não devemos abandonar a Deus, porque estamos sofrendo, mas muito pelo contrário, devemos confiar em Deus, porque ele está no comando e sabe o que é melhor para nós.


Não vivemos no paraíso. Todos nós temos problemas dos mais diversos tipos: familiares, financeiros, no trabalho, de saúde, dor pela perda de ente querido, dentre outros.





Talvez o nosso problema não seja tão ruim assim se comparado com o problema do outro. A partir dessa premissa, precisamos até agradecer, porque existem problemas piores ainda do que os nossos. Então temos que confiar em Deus, ter esperança que algo melhor estará por vir.



Muitas vezes paira em nós um sentimento de impotência, porque não sabemos ou não podemos resolver um determinado problema. Deparamo-nos com um sentimento de aflição e medo. Mas temos que exercitar a nossa paciência e mesmo de resiliência. A vida é uma caixinha de surpresas! De vez em quando sobre nós surge uma nuvenzinha escura e pesada. O que fazer? Eu abro o meu guarda-nimbos (meu guarda-chuva contra tempestades) e continuo a minha trajetória, porque tenho certeza que mais cedo ou mais tarde o sol voltará a brilhar, e eu poderei fechar o meu guarda-nimbos, meu guarda-chuva de tempestades. A  providência divina sempre se manifesta. Muitas vezes uma voz interior nos fala e nos aponta o caminho a seguir, como se fosse o sopro dos anjos. E a gente acaba seguindo a nossa “intuição”. E acaba dando certo e tudo se tranquiliza. Temos que confiar e crer.


 Em João, 11, 25-26, na ressurreição de Lázaro, conversando com Marta, "Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto?"

Se estamos enfrentando algum problema, temos que confiar em Deus e pedir-lhe ajuda. Ele é o nosso Pai e nos quer bem. Trata-se do amor incondicional.


Outro trecho bíblico nos faz perceber que é necessário pedir para Deus escutar nossa aflição e nos atender. A palavra tem poder, quando sincera, quando emana do coração:


"Assim também agora vós tendes tristeza; mas outra vez vos verei; o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria ninguém poderá tirar.
Naquele dia, nada me perguntareis. Em verdade, em verdade vos digo: se pedirdes alguma coisa ao Pai, ele vo-la concederá em meu nome". (João 16, 22-23).


Se compartilharmos a tristeza que assola nossos corações com Deus, com certeza vai acender uma chama de esperança, esperança esta necessária para fazer nossos corações se alegrarem novamente.

Além da ciência e da medicina, há muitas coisas que desconhecemos. Além do corpo, há o espírito, a alma. Além da Terra, há o universo. E nesse universo, ainda desconhecido por nós, orbitam forças e energias poderosas.


Daí a importância de subir até a montanha e ficar mais próximo do céu e de Deus. Entrar em conexão com o divino. Assim vamos nos desvencilhar dos problemas que nos atormentam e encontrar a luz para a sua solução. Sempre há esperança quando se encontra Deus.



Assim, os milagres vão acontecendo, porque Deus está presente.


 Por que tantos fiéis vão sempre à Romaria louvar Nossa Senhora da Abadia? Vão porque obtiveram alguma graça e querem agradecer por isso ou vão porque querem alcançar alguma graça e vão pedir por isso. São pessoas crentes, que creem, confiantes no poder de Deus pela intercessão de Nossa Senhora da Abadia.


 A atuação de nossa Mãe Santíssima não é direcionada para um determinado tipo de pessoa, ela é universal, ou seja, abrange todas as classes sociais, beneficiando com misericórdia e atenção todos que tem fé, que a procuram e suplicam o seu auxílio e proteção.


Nossa Senhora da Abadia
I - Maria, Mãe de Jesus, desde o início da Igreja foi admirada pelos cristãos. Tantas festas, tantos nomes passaram a chamá-la de Nossa Senhora.
II - Por volta do ano 1100, em Portugal, dois eremitas encontram uma imagem de Maria escondida numa gruta. A imagem, mais tarde, foi levada para uma Abadia (Convento). Daí o nome Senhora da Abadia.
III - Os portugueses, vindo para as terras de cá, trouxeram a devoção a Nossa Senhora da Abadia. Imagens, capelas, igrejas e cidades surgiram em homenagem a Ela.
IV - Em 1870 os garimpeiros de Água Suja trouxeram a imagem da Santa para este local. A terra mudou de nome. Hoje é Romaria. Mas os corações são cada vez mais da Senhora da Abadia.


 Histórico
Água Suja
A atual Romaria começou sua existência como povoado, no tempo da guerra do Paraguai, quando alguns garimpeiros, vindos de Estrela do Sul, descobriram aí ricas jazidas de diamante. Em 1867, foi descoberto o primeiro e daí por diante, o córrego "Água Suja", que se desemboca no rio Bagagem, tornou-se célere, emprestando seu nome à povoação que logo foi surgindo com os diamantes.

Nossa Senhora
Seus primeiros habitantes, sempre devotos de Nossa Senhora, como seus antepassados, com grandes dificuldades, iam todos os anos à longínqua Emida de Muquém (norte de Goiás), a fim de cumprir suas promessas e honrar a mãe de Deus, participando da concorrida romaria anual de Nossa Senhora da Abadia.


Capela de Nossa Senhora da Abadia.
Crescendo, porém, a população de Água Suja, crescia também a dificuldade de se deslocarem os devotos até Muquém. Surgiu, então, entre os habitantes, a ideia de se construir uma capela em honra de Nossa Senhora da Abadia, se os emissários do governo imperial os não viessem incomodar neste recanto, com a designação para o serviço da campanha do Paraguai.
Levaram ao conhecimento de D. Joaquim Gonçalves de Azevedo, bipo de Goiás, a ideia, pedindo licença para que na Capela a ser construída gozassem os peregrinos dos mesmos favores espirituais de que gozavam os de Muquém. O prelado concordou graciosamente.




Capela provisória e Imagem.
No ano de 1870 foi construída uma Capela provisória e deu-se início também ao transporte de material para o futuro Santuário. Providenciaram logo a aquisição de uma imagem de Nossa Senhora da Abadia. Foi encomendada de Portugal. Foi transportada do Rio à Barra do Piraí em lombos de animais. E daí em diante veio de trem e carro de bois, trazida pelo viajante português, Custódio da Costa Guimarães. O povo feliz foi esperar a imagem a algumas léguas de distância do arraial nascente. No encontro do povo com o comboio, a imagem foi benta ali mesmo naquele local campestre. E assim Nossa Senhora da Abadia, rodeada pelos seus filhos e devotos, foi recebida triunfalmente entre aclamações apoteóticas e o espocar dos fogos de artifício, foguetes e morteiros e aos acordes marciais, sendo entronizada na capela provisória.


Santuário Episcopal
Em 1874 pôde já a festa ser celebrada na nova Igreja, ainda em fase de construção. Em 1907 foi-lhe concedido o título de "Santuário Episcopal de Nossa Senhora da Abadia de Água Suja". Era paróquia desde  o ano de 1872.


Padre Eustáquio.
A 16 de julho de 1925 a paróquia foi confiada à Congregação dos Sagrados Corações. De 1926 a 1935 foi vigário da mesma o Revmo. Pe. Eustáquio Van Lieshout, ss. cc., que faleceu em Belo Horizonte, em 1943, com fama de santidade.
Em 1926, quando o número dos romeiros já ultrapassava a casa dos cinquenta mil, na festa de Agosto, o santo Vigário de Água Suja (hoje, Romaria), Pe. Eustáquio Van Lieshout iniciou a construção do atual e majestoso Santuário. Assim, "Água Suja" tornou-se cada vez ais centro de irradiação da devoção a Nossa Senhora da Abadia.
No dia 31 de março de 1991 - festa da Páscoa -, os padres da Congregação dos Sagrados Corações deixaram Romaria, entregando a coordenação do Santuário ao Arcebispo Metropolitano, Dom Benedito de Ulhôa Vieira.
A festa de Nossa Senhora lembra a sua Assunção aos céus e sua coroação como rainha dos céus e da terra. Suas palavras proféticas na Bíblia são cantadas por todos os cristãos: "Todas as gerações me chamarão bendita, porque o Senhor fez em mim maravilhas". (Lc1, 48-19)



Salmo 62 (63), 2-9
Ó Deus, tu és o meu Deus; procuro ansioso estar na tua presença.
Todo o meu ser deseja estar contigo e a minha alma tem sede de ti, como uma terra cansada, seca e sem água.
Quero ver-te no templo; quero ver como és poderoso e glorioso.
O teu amor é melhor do que a própria vida e por isso eu te louvarei.
Enquanto viver, eu falarei da tua bondade e levantarei minhas mãos em oração.
Minha alma festejará e ficará satisfeita e eu cantarei com alegria canções de louvor a ti.
Quando me deito, penso em ti. Penso em ti a noite toda, porque sempre tens me ajudado.
Na sombra das tuas asas eu canto de alegria.
A tua mão direita me segura bem firme e eu me apego a ti.

Oração de Nossa Senhora da Abadia
Senhora da Abadia, Filha dileta de Deus pai, Mãe de Jesus, nosso Salvador, Esposa do Espírito Santo. Eis-me aqui, diante de vossa imagem, para consagrar-me inteiramente a Vós. Trago-vos, Senhora, minha vida, meu trabalho, os sofrimentos e as alegrias, as lutas e as esperanças, tudo que tenho e sou, para oferecer a vosso Filho por vossas mãos de Mãe. Sou todo vosso, ó Maria. Peço vossa proteção para nunca abandonar a fé católica, traindo a Jesus. Dai-me força para viver de verdade o amor fraterno e assumir minha responsabilidade de cristão no mundo. Ó Senhora da Abadia, aceitai-me como filho (filha) e guardai-me sob o vosso manto protetor.


 Localização e contato
Para quem quiser visitar o Santuário de Nossa Senhora da Abadia da Água Suja segue o endereço:
Praça da Matriz, 131 - Centro - Fone: (34)3848-1125
Romaria - Minas Gerais - Brasil
CEP: 38520-000
santuariodaabadia@hotmail.com
http://www.senhoradabadia.com.br/


 Você aceitaria orar comigo? Faça sua oração com fé, acreditando que tudo é possível em nome de Jesus.
  


Oração pedindo ajuda e proteção
Soberano Deus e Eterno Pai, me coloco humildemente em sua presença para pedir-lhe que abençoe a pessoa Fulano de Tal (ou a minha pessoa) que se encontra com problemas de saúde ou de dependência química por drogas ou de doenças terminais ou degenerativas ou familiar ou conjugal ou sentimental ou psíquico ou financeiro ou pela dor da perda de ente querido (colocar o problema que o aflige e incomoda).
Que o Senhor com seu poder e glória afaste desta pessoa todos os males e perigos. Que ela encontre luz e paz. Que ela recupere a saúde física e espiritual. E que o manto de Nossa Senhora da Abadia envolva esta pessoa e a proteja das intempéries e tormentas da vida, lhe dando firmeza para trilhar seu caminho, coragem para enfrentar os obstáculos e paciência para solucionar seus problemas.
Que Nossa Senhora da Abadia por sua glória e poder interceda a favor desta pessoa (ou de minha própria pessoa), e a abençoe (ou me abençoe), porque acreditamos em sua bondade e sua força espiritual.
Amém.


Mais leve e com o coração cheio de alegria, depois da visita ao Santuário de Nossa Senhora da Abadia em Romaria, voltando para a casa,  no caminho, uma surpresa.


E novamente a presença de Deus se manifestando em sua plenitude, agora na natureza.


No meio da estrada, uma trilha, uma estradinha de terra. Vem comigo e vamos ver o que tem por lá.


Uma pequena queda d'água, formando uma piscina natural de águas cristalinas. Todos se divertindo no calor, nadando e se refrescando.





Descendo uma trilha no meio da mata, mais íngreme, com terra úmida, segurando nos galhos de árvores e descendo com cuidado para não deslizar nas pedras, só escutando aumentar o barulho de água. Cheiro de mato, barulho de água ... Coração pulsando, corpo esquentando.




De repente, eis que surge uma cachoeira.


É a Cachoeira do Britador


Com altura de 30 metros, nível 1,  situada em Indianápolis, a 55 Km do centro de Uberlândia. Saindo de Uberlândia pela BR-365 siga sentido Patrocínio. A cachoeira do Britador é formada pelas águas do Córrego Lajeado, que cruza a BR-365 entre o trevo de Indianópolis e o trevo de Romaria. Após a ponte sobre este córrego, pegue a primeira estrada de terra à direita (para quem segue de Uberlândia a Patrocínio). A cachoeira recebe esse nome por estar próxima a um britador. Este salto está distante 25 km de Indianópolis, sendo apenas um percorrido em estrada de terra. Para chegar a base do salto é preciso percorrer uma trilha de 260 metros entre a mata de encosta, ela é de fácil acesso, porém em alguns pontos é mais inclinada, o que exige cuidado do turista.  


Logo abaixo da queda é formado um poço que pode ser utilizado para o banho. Não existe nenhum tipo de infraestrutura de apoio. Além de roupa de banho, tem que levar comida e água para passar o dia por lá.


Simplesmente maravilhoso!!!





Quanto água!!! Geladinha, límpida e refrescante!!!


Contemplando ... sentindo ... muito bom e prazeroso!!!




A água tem essa capacidade de limpar, de lavar a alma, de purificar.


E Deus está presente neste momento, abençoando a vida, sempre.



Que Deus em sua infinita bondade esteja presente sempre no meio de nós. E quando bater aquela tristeza no coração, olhe para cima, para o céu, e chame pelo Pai. Ele o escutará. Sempre haverá uma luz a brilhar quando se tem fé e esperança. E a solução para o seu ou nosso problema irá aparecer no momento certo através da pessoa certa, porque o Pai nunca abandona o filho. Confia.  Deus está no comando!!!


domingo, 22 de fevereiro de 2015

Ixora - jardim florido e protegido



Ixora: gênero (Ixora) da família das Rubiáceas, constituído de arbustos ou pequenas árvores, tropicais, com folhas coriáceas sempre verdes, corimbos terminais de flores muito vistosas em forma de salva.



Ixora chinensis
Ixora-chinesa, ixora-vermelha
Família das rubiáceas
Origem: Ásia, China. Porte: arbusto de até 2 metros
Flores: quase o ano inteiro
Propagação: por estaquia de galhos




A ixora-chinesa é uma planta que encanta pela beleza de suas flores coloridas alaranjadas, róseas, vermelhas ou amarelas. Em forma de cachos, suas flores despontam o ano todo, atraindo beija-flores e borboletas com seu néctar.


E um jardim energizado contém plantas bonitas e água límpida e cristalina, que atraem passarinhos, borboletas e joaninhas, além de servir de escudo contra energias negativas.


E flores vermelhas favorecem a prosperidade.


Todas as flores, plantas e árvores geram energia benéfica e atuam como um exército de "espíritos guardiões". Por isso é bom ficar em contato com a natureza e dela absorver sua energia positiva.



As ixoras resistem ao sol e podem servir como cercas vivas, se plantadas em grupos ou renques,  já que seus galhos e folhas são fortes e firmes.



A ixora-chinesa é uma planta tipicamente tropical. Precisa de água e adubo para estimular o permanente florescimento da planta.
Existe também a mini-ixora (Ixora coccinea compacta). Ela é de pouca altura.  É excelente para acabamento de canteiros, pois atinge no máximo 0,80 m.




 
Atuando como cerca viva, a ixora delimita terrenos e protege o ambiente, além de embelezar e alegrar.


Que tal investir na natureza e nas cores, instrumentos utilizados pelo Feng Shui na busca de equilíbrio e harmonia em um ambiente?






sábado, 7 de fevereiro de 2015

O poder transformador da avaliação




Teci algumas considerações sobre a importância da avaliação no processo de ensino-aprendizagem a partir da experiência que tive como professora, a fim de que possamos refletir sobre o papel da escola e do professor enquanto agentes transformadores da sociedade.

O poder transformador da avaliação

Educar é um processo complexo que transcende o simples ato de ensinar, de transmitir conteúdos. Na escola, cabe ao professor essa honrada, porém árdua missão.



Não sem atropelos, o processo de ensino-aprendizagem se desenvolve. E para detectar as falhas desse processo, nada mais coerente que voltar os olhos para a avaliação. Mas o que é avaliar?

A avaliação é um sistema amplo que não se restringe apenas em testar ou medir o conhecimento do aluno através da figura de um professor-juiz. Ser um professor-juiz é pecar no sacerdócio pedagógico, como se o professor fosse o único com poderes e competência para aprovar ou reprovar alunos e, consequentemente, o único responsável pelo fracasso do aluno. Porém, mal sabe ele que se posicionando como tal, nada mais é que um fantoche, um intermediário escolhido pela sociedade para repassar à escola os valores da classe dominante, inclusive quando se propõe a avaliar as atividades dos alunos. A avaliação acaba se tornando um instrumento de controle, feita na base de critérios unilaterais, restritivos e autoritários, funcionando apenas como mais um instrumento de perpetuação de valores da classe dominante (ideologia democrático-burguesa pregando o individualismo, via cisão do homem-trabalhador e cidadão-, visando seu enfraquecimento político como agente transformador da realidade). Na concepção dos detentores do poder, quanto maior for o índice de reprovação, melhor, porque isso vai desestimular o aluno a querer continuar estudando; em contrapartida, quanto maior for o índice de aprovação de alunos que, na verdade, não estão aptos, melhor ainda, pois estar-se-á formando um contingente de eleitores que não sabem pensar criticamente, portanto, facilmente persuadidos pela retórica dos políticos. Felizmente vem surgindo uma corrente de educadores que vislumbram na avaliação uma outra função, mais democrática: a função diagnosticadora, o que permitirá apontar caminhos para tornar a escola melhor.




Como já foi dito, a avaliação não deve ser utilizada simplesmente para testar ou medir conhecimento. Ela deve ser vista sob o prisma de um processo interpretativo que não só prioriza dados quantitativos (numéricos) como também dados qualitativos. Os critérios de julgamento de que o professor lança mão, devem ser coerentes com seus objetivos educacionais. Certamente ficar restrito apenas à nota que o aluno tirou em um exame escrito, seria camuflar qualquer julgamento sério de valor.




Avaliar não é um ato solitário do professor. Avaliar é um ato de conjunto. Para isso é necessário que haja um espaço na escola para se estabelecer um diálogo entre professor, aluno, pais, equipe pedagógica e administrativa. É desta inter-relação que surge a avaliação como processo interpretativo capaz de detectar e ainda sanear as verdadeiras falhas do processo de ensino-aprendizagem. Por isso, o professor, ao planejar suas aulas, tem de ficar atento à importância dessas pessoas como agentes contribuidores na formação educacional do aluno, exigindo deles sua parcela de responsabilidade e atuação nesse processo. A partir dessa visão de conjunto e de multilateralidade, não se pode mais querer só culpar o professor pelo baixo rendimento escolar do aluno.



No tocante ao aluno como parte integrante do processo de ensino-aprendizagem, cabe a ele se autoavaliar. Mas para isso, a ele devem ser oferecidas condições de fato. O professor deve informar o aluno sobre o que e como ele está sendo avaliado. Só assim o aluno poderá avaliar o próprio desempenho e, com base nisso, propor-se metas para superar suas dificuldades. Daí a importância de se propiciar ao aluno um momento de reflexão, pois, na medida em que o aluno expõe suas dificuldades para o professor, torna-se mais fácil o professor estabelecer o liame entre o que ele esperava do aluno e o que o aluno lhe deu como retorno. Note-se que na consecução dos objetivos educacionais, havendo falha no comprometimento de qualquer das partes integrantes do processo de ensino-aprendizagem ou, ao contrário, havendo profundo entrosamento entre elas, implicará o fracasso ou sucesso da construção do conhecimento (”lato sensu”) do aluno.

Quando se restringe a avaliação em seu aspecto quantitativo apenas, questiona-se: nota, para quê? Se o saber não é mensurável, por que continuar se utilizando deste instrumento de repressão?





O cerne desta questão certamente está numa ideologia assentada numa escola reprodutora da sociedade, em todas as desigualdades e, consequentemente, reprodutora de um Estado autoritário que, através do Legislativo, dita leis (como, por exemplo, a Lei de Diretrizes e Bases) incongruentes com a real necessidade pedagógico-educacional. O Estado, querendo ter um controle do nível de ensino, apela para o meio mais simples de ser registrado e visualizado tal nível, utilizando-se de índices e gráficos embasados em “notas”. E diante dessa parafernália, os inspetores de ensino acabam assumindo a função de advogados do diabo, se vendo obrigados pela lei a cobrar dos professores uma avaliação dos alunos em forma de notas. Assim a nota se traduz no mais perfeito símbolo-instrumento do autoritarismo, indicando não quanto ao aluno adquiriu de conhecimentos, porque este não comporta mensurações, mas sim o quanto o aluno foi capaz de “memorizar” (decorar) o que o professor ensinou.




Uma outra causa deste apego por uma avaliação através de notas é a comodidade e facilidade em se estabelecer parâmetros avaliativos numéricos: cada certo vale “x”, cada errado desconta “y”, e “x” menos “y” será igual ao que o aluno conseguiu aprender durante um certo período. Será que por essa equaçãozinha dá para perquirir o quanto de fato um aluno aprendeu? Repetindo Charles Chaplin: “Não sois máquinas, Homens é que sois”. Uma prova escrita é insuficiente para se averiguar o rendimento real do aluno. É preciso interpretar o desempenho do aluno nesta prova escrita, de acordo com as possibilidades desse aluno e o seu desempenho durante um certo espaço de tempo, como o seu desempenho em outras atividades que não sejam necessariamente escritas. É salutar que se tenha uma visão global do desempenho do aluno, inclusive para possibilitar uma análise interdisciplinar das dificuldades apresentadas pelo aluno no processo de ensino-aprendizagem.


Eu, como professora, em momento de integração com meus alunos na Escola Municipal Presidente Costa e Silva de Uberlândia em 1993.


Há professores tão corrompidos pelo sistema econômico-social vigente que sentem prazer em serem considerados os “bichos-papões” da escola, não só pela sua postura autoritária em termo de disciplina, mas também pela sua postura autoritária em termos de avaliação: “comigo é assim – se conversar na minha aula, mando pra fora, tiro ponto, e, se o aluno não se sair bem na prova, eu reprovo mesmo!” Ora, rigidez disciplinar ou rigidez na atribuição de notas pelo professor não atesta a sua competência: é apenas uma prática autoritária que, a curto prazo e sem desgastes para o professor (o que já não se pode dizer o mesmo em relação ao aluno – o mais lesado na prática do autoritarismo na escola), “resolve” a questão do comportamento e rendimento, ou melhor, produtividade do aluno (aluno assim visto não como pessoa capaz de se apropriar do conhecimento e articulá-lo, pois não se lhe oferece meios para isso, mas como objeto, produto de um conhecimento abstrato, imposto, sem sentido para ele).




Desmistificando a conjugação saber abstrato e linguagem escrita, não se deve tirar o mérito da escrita no papel do aprendizado, pelo contrário. O saber crítico, diferentemente do saber abstrato, só se constrói na medida em que se busca transformar os alunos em leitores. Enquanto está-se alfabetizando o aluno, é preciso leiturizá-lo, ou seja, ensiná-lo a transcender a simples transcrição de letras, palavras, frases, ideias e pensamentos. É preciso ensiná-lo a pensar, a buscar por si mesmo o conhecimento. Ir ao encontro da linguagem escrita é estimular operações intelectuais de abstrações e construções teóricas, indispensável para a reflexão e a manipulação de conceitos. 





Aí entra a questão da produção de textos sobre a realidade do aluno. É nesse intercâmbio entre o conhecimento abstrato dos textos escritos que lhe são oferecidos para ler e o fato de lhes ser cobrado a produção de textos sobre sua própria realidade, via a figura do professor, para pôr em evidência esse elo fundamental entre texto produzido e texto a produzir, que os alunos conseguem se desenvolver intelectualmente (exercício da capacidade intelectiva). 




E nesse caminho para a aquisição do conhecimento se encontra a literatura, pois não sendo ainda um texto produzido, pronto, acabado como um texto científico, o texto literário dá margem para o leitor (aluno) preencher esses “vazios” com a sua visão interpretativa do mundo, visão esta baseada em sua vivência e realidade. Estas frestas, inerentes ao texto literário e a qualquer produção artística, propicia o desenvolvimento do posicionamento crítico do aluno face a si próprio e à realidade que o circunda, uma vez que o aluno se vê todo ou parcialmente refletido na obra literária (ver-se através de outrem – função especular da literatura). Para motivar o aluno a ler ou a escrever, é preciso que ele se sinta de certo modo ligado ao acontecimento – o tenha vivenciado ou tenha adquirido informações a se respeito. A leitura de uma obra literária propicia o saber crítico, na medida em que não estimula a resignação e sim, a conscientização. 


Participando de encontro pedagógico para troca de experiências em 19-10-1993 na Escola Municipal Professor Leôncio do Carmo Chaves

Daí a importância do professor em salientar o seu objetivo para o aluno, pois é preciso mostrar ao aluno o sentido das coisas. Se o professor pede ao aluno para fazer uma redação, deve-se, então, passar a ele a importância da linguagem escrita como fonte de informação para outras pessoas, e a responsabilidade deste aluno enquanto produtor de seu próprio texto, como autor de uma obra criada por ele mesmo. Pedir para fazer uma redação e dizer que só vai valer nota, não estimula em nada o aluno: “mais uma folha escrita que vai receber uma nota e depois será guardada ou jogada fora”. Portanto, a educação não pode ser separada do processo de conscientização, nem a avaliação deve servir de instrumento cerceador e até mesmo inibidor da aquisição de conhecimentos (construção de um saber crítico). O desenvolvimento de mecanismos que levam o aluno a saber a pensar, é que permite a transformação da realidade em que vive. Tem-se aí o aprender a mudar via estimulação da criatividade e da criticidade.



O verdadeiro objetivo da avaliação é desenvolver uma aprendizagem significativa, crítica e engajada. O saber, apenas enquanto um conjunto de ideias abstratas e ainda despejado ao aluno, sob pressão, não é eficaz. Se, ante da prova este tipo de saber desvinculado do contexto real vivido é desinteressante, sem sentido e até odioso para o aluno, logo após as provas é esquecido.


No cartaz está escrito: "Non scholae sed vitae discimus" (Não aprendemos para a escola, mas para a vida - frase de Sêneca) e "Procure ver a instrução que você adquire na escola como uma preparação para enfrentar os obstáculos da vida".

Falar que o aluno não gosta de estudar ou que não quer saber de estudar é uma mentira. Não se pode generalizar. A maioria das crianças querem estudar sim, só que ao entrarem na escola, se deparam com um sistema seletivo discriminador que não propicia aos alunos, com alguma deficiência em aprender, uma avaliação coerente (e, portanto, mais justa) com o seu processo evolutivo de aprendizado, apesar de mais lento. Todos são avaliados igualmente, sendo desrespeitados, por conseguinte, as eventuais desigualdades no tocante à capacidade de aprender e adquirir conhecimentos. Se todo ser humano é dotado de inteligência, logo todos têm capacidade de aprender, só que uns mais lentamente que os outros. Mas a escola, enquanto reprodutora do aparelho estatal, ignora que mesmo aquele que não tem tanta rapidez e facilidade em aprender, é capaz, se oferecido a ele reais condições de se desenvolver intelectualmente. Daí o grande número de alunos repetentes nas escolas, que persistem na busca de conhecimentos, mas que acabam saindo das escolas, ou melhor, sendo expulsos dela, por não se amoldarem nessa postura autoritária e  discriminadora da escola. E aí a chama do saber se apaga!



Hoje o país vive uma crise educacional, que à primeira vista se coloca como um reflexo da crise econômico-política que a sociedade enfrenta; pois há que se ficar alerta a uma outra crise, porém interna, que é a do choque entre a herança de uma escola tradicional com métodos autoritários (figura do professor autoritário, soberano) e a escola nova com métodos baseados primordialmente na total liberdade do aluno (autoritarismo versus anarquismo – eis o perigo dos extremos!) Mas, por outro lado, é no conflito que se encontra a democracia e não no consenso. Esta crise educacional se revela de um certo modo positiva, na medida em que obriga os educadores a refletir, repensar a avaliação enquanto instrumento de controle e repressão e, consequentemente, assumir um posicionamento crítico em relação ao sistema de avaliação vigente.


Escola Estadual de Uberlândia - uma das mais importantes escolas da cidade de Uberlândia. Minha avó estudou aí e eu também!!! 

Avaliar não é um ato unilateral, solitário, nem tampouco restrito ao interior da sala de aula. É preciso de um intercâmbio entre todas as pessoas diretamente ou indiretamente envolvidas no processo educacional (pais, alunos, professores, orientadores, supervisores, diretores, inspetores de ensino, secretário de educação até o ministro da educação). Se se houvesse uma política mais atrelada à realidade das escolas e suas reais necessidades, sua clientela poderia sobreviver à crise. Repensar o sistema de avaliação em todas as esferas educacionais é preciso, só assim será propiciado ao aluno competência, criticidade e criatividade, através de uma escola com uma nova postura – agente veiculador de um saber crítico, portanto atrelado a uma práxis social.




Vamos parar, pensar, repensar e refletir sobre isso?




terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Vodka Crystal Head - mistério e prazer




Tudo é permitido, desde que haja prazer, equilíbrio e harmonia.


Não estou na Rússia, mas conheci e degustei uma vodka canadense num calor de aproximadamente 40°C no Brasil. Agora, em janeiro de 2015, é verão por aqui.


A vodka é um destilado obtido a partir da batata, centeio, milho e até do arroz e tem em média 40% de teor alcoólico, sendo diluído em água até a concentração desejada.

A Vodka Crystal Head, em formato de caveira, tem origem no mistério arqueológico dos 13 crânios de cristal que foram encontrados em regiões de todo o mundo, desde o sudoeste americano até o Tibete. Datadas de 5.000 até 35.000 anos de idade, não há explicações sobre a forma como foram feitas estas cabeças de cristal. Alguns acreditam que sejam peças do artesanato maia ou asteca, mas elas se tornaram tema também de constantes discussões em sites de ocultismo. Alguns insistem em afirmar que surgiram em um continente submerso ou em uma galáxia distante. Inclusive se tornou o tema do quarto filme da série Indiana Jones, Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal.


 
Crânio de Cristal no Museu Britânico

Inspirada nesse mistério surgiu a Vodka Crystal Head. Esta bebida possui um diferencial. Destilada quatro vezes, o líquido foi triplamente filtrado em cristais de quartzo, conhecidos como diamantes de Herkimer. Os fabricantes afirmam que ela é pura e não contém açúcar e nem outros aromas e aditivos, que comumente fazem parte do destilado. Além do rótulo gótico, a garrafa foi criada em 2007 pelo ator Dan Aykroyd e pelo artista plástico John Alexander,  que se inspiraram na Lenda dos 13 Crânios de Cristal. O vidro é fabricado em Milão, na Itália, pela Bruni Vidro. Esta vodka  foi lançada em 2008 e ganhou diversas premiações em 2011, incluindo a San Francisco Spirits Competition 2011.


Um mistério!

Mas a Vodka Crystal Head é leve e saborosa e pode combinar com o clima tropical, de preferência bem gelada, podendo ser bebida pura ou acompanhada de algum energético ou mesmo de uma coca cola zero ou ainda servir de ingrediente para o preparo de diversos drinks e coquetéis.


Caipivodka

Não resisti!



Aqui, no Brasil, a gente usa a expressão “água que passarinho não bebe” para se referir a destilados, como pinga, cachaça ou aguardente, mas parece que até o Freud, meu ring neck, quis provar. Rs ... rs ... rs ...


E a tarde caindo com alegria ...


Nas profundezas do ser ...


Uma sensação de relaxamento revigorante!


A noite se torna uma criança ...
Tudo é diversão, desde que não haja abuso ou exagero!
Alguém aceita uma dose?